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Fala jargonafásica e clínica de linguagem com afásicos

O jargão é uma manifestação linguística presente em alguns casos de afasia, que se caracteriza por segmentos restritos de fala cristalizada e repetitiva, segundo a literatura médica e fonoaudiológica. Nesses casos, o que o paciente diz são fragmentos ininteligíveis ou pedaços de fala que insistem em...

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Detalhes bibliográficos
Main Authors: Cordeiro, Michelly Daiane de Souza Gaspar, Lier-DeVitto, Maria Francisca
Formato: Dissertation
Idioma:Portuguese
Publicado em: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 2014
Assuntos:
Acesso em linha:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13707
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Descrição
Resumo:O jargão é uma manifestação linguística presente em alguns casos de afasia, que se caracteriza por segmentos restritos de fala cristalizada e repetitiva, segundo a literatura médica e fonoaudiológica. Nesses casos, o que o paciente diz são fragmentos ininteligíveis ou pedaços de fala que insistem em seus enunciados. A fala jargonafásica indaga um clínico de linguagem que pretende, como direção de tratamento, dar vez e voz ao afásico (FONSECA, 2002). Na literatura clínica, são raros os trabalhos que têm se dedicado à esta manifestação de fala com jargão e poucos se detido na tentativa de pensar a respeito de suas implicações no tratamento fonoaudiológico. Na verdade, destaca-se que esta sintomatologia grave é uma barreira , uma impossibilidade para a terapêutica. Sendo assim, este trabalho problematiza a fala jargonafásica a partir de uma teorização linguística particular, que tem no cerne a interpretação da relação sujeito-linguagem (língua e fala), como proposto pelo Interacionismo (DE LEMOS, 1992, 2002 e outros) e a Clínica de Linguagem (LIER-DeVITTO, desde 2000). Apresento o estado da arte na jargonafasia, com discussão de questões sobre as descrições e classificações, que dão suporte a diferentes abordagens fonoaudiológicas. Com a Clínica de Linguagem, e com base nos materiais clínicos, destaco a importância de um refinamento teórico-clínico necessário para a construção de uma escuta, que tome o lugar do apoio a métodos científicos de descrição e classificação. Abordo a possibilidade de apreender o funcionamento linguístico particular que comanda cada fala afásica e seus efeitos no sujeito. Esse trabalho perpassa, ainda, uma reflexão sobre a escuta e seus efeitos na fala afásica