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Especularidade e refração: uma leitura do conto O espelho em sua relação especular com os demais contos de Primeiras estórias de Guimarães Rosa
A escritura rosiana, em geral, é marcada pela criação de um universo mágico e enigmático. Guimarães Rosa manipula a linguagem com tal intensidade que suas estórias causam um impacto intenso no leitor, tornando-se capazes de provocar nele o desejo de, também, percorrer esse espaço fantástico. A tra...
שמור ב:
| Main Authors: | , |
|---|---|
| פורמט: | Dissertation |
| שפה: | Portuguese |
| יצא לאור: |
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
2009
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| נושאים: | |
| גישה מקוונת: | https://tede2.pucsp.br/handle/handle/14922 |
| תגים: |
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| סיכום: | A escritura rosiana, em geral, é marcada pela criação de um universo mágico e
enigmático. Guimarães Rosa manipula a linguagem com tal intensidade que suas
estórias causam um impacto intenso no leitor, tornando-se capazes de provocar nele o
desejo de, também, percorrer esse espaço fantástico.
A travessia desse universo pode ser feita por vários caminhos. Nesta pesquisa,
em particular, escolhemos as bifurcações oferecidas pelo livro Primeiras estórias.
Publicado em 1962, o livro reúne vinte e um contos, vistos aqui como relatos de
experiências de vida.
A pesquisa inicia-se por uma análise do conto O espelho, décimo primeiro conto
do livro. A partir daí, ressalta-se a etimologia da palavra espelho e seu significado
filosófico, a revelação de uma verdadeira identidade por meio da busca interior e das
contradições sugeridas no confronto entre o homem e o menino. Da consciência dessas
contradições, nasce uma terceira possibilidade de busca existencial.
Em seguida, procura-se mostrar como alguns aspectos do conto central
aparecem refletidos nas outras vinte estórias do livro: a insistência em usar o universo
infantil, a convivência entre opostos, o surgimento de uma terceira dimensão, além da
necessidade de dar o salto mortal para transcender e vislumbrar uma terceira parcela
da realidade.
Após a aproximação entre os contos, explora-se o conceito de palavra com
função correspondente à do espelho. Assim, levantamos a hipótese de um trabalho
feito com a linguagem que desencadeia especulações e especularidades sobre uma
realidade que não é vista com os olhos do corpo, criando uma escritura que se
transforma em espaço onde transcender é possível.
Na conclusão, observamos como a tese defendida pelo narrador de O espelho
aparece comprovada nas experiências individuais de personagens considerados
excluídos. Na intersecção das situações narradas podemos compreender como os
paradoxos podem levar à percepção de uma realidade que absorve questões
espirituais |
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