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Modelos heroicos no desenvolvimento infantil e adolescente: uma compreensão junguiana

O estudo objetivou averiguar a escolha dos modelos heroicos de crianças e adolescentes membros de um Projeto Social e refletir sobre as relações destes na formação de identidade, dentro do referencial da Psicologia Analítica. Os modelos heroicos foram concebidos como ícones da cultura que recebem pr...

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Detalhes bibliográficos
Main Authors: Marques, Gustavo Orlandeli, Araújo, Ceres Alves de
Formato: Dissertation
Idioma:Portuguese
Publicado em: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 2009
Assuntos:
Acesso em linha:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15797
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Descrição
Resumo:O estudo objetivou averiguar a escolha dos modelos heroicos de crianças e adolescentes membros de um Projeto Social e refletir sobre as relações destes na formação de identidade, dentro do referencial da Psicologia Analítica. Os modelos heroicos foram concebidos como ícones da cultura que recebem projeções de uma vivência simbólica do arquétipo do herói, necessário à estruturação psíquica no desenvolvimento humano. Foram realizadas entrevistas que visavam obter a definição de herói, a eleição de modelos heroicos, suas capacidades e a utilização dessas capacidades caso os sujeitos as obtivessem. A população foi composta por 188 sujeitos, crianças e adolescentes, de ambos os sexos, com idade entre 06 e 16 anos, atendidos por um Projeto Social. O método utilizado foi o quantitativo e qualitativo, sendo criadas categorias de análise das respostas. Os dados obtidos foram analisados sob o prisma do referencial da Psicologia Analítica. Foi concluído que há uma grande influência de religiões cristãs na população, o que interferiu diretamente na definição e escolha dos modelos heroicos, fossem eles fictícios ou reais, bem como no apontamento de suas habilidades. Os pais também foram eleitos como heróis por grande parte da população, e a eles foram atribuídos poderes referentes à relação da criança com estes. As variáveis gênero e idade foram comparadas em todos os itens, apresentando diferenças percentuais em alguns pontos, que representam tendências distintas em termos de idade e gênero. O uso dos poderes apresentou significância estatística quanto à utilização em benefício alheio, o que possibilitou uma reflexão sobre o conceito de generosidade enquanto instância psíquica arquetípica