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Penas alternativas à prisão: um estudo sobre os efeitos subjetivos da prestação de serviços à comunidade

A partir do referencial psicanalítico, fizemos um estudo sobre uma modalidade de pena alternativa à prisão: a prestação de serviços à comunidade. Tal estudo se justifica pelo fato de já ter sido constatado o fracasso das prisões e pela necessidade de ir além desta constatação, contribuindo para a...

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محفوظ في:
التفاصيل البيبلوغرافية
المؤلفون الرئيسيون: Sequeira, Vania Conselheiro, Pacheco Filho, Raul Albino
التنسيق: Dissertation
اللغة:Portuguese
منشور في: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 2000
الموضوعات:
الوصول للمادة أونلاين:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/17307
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الوصف
الملخص:A partir do referencial psicanalítico, fizemos um estudo sobre uma modalidade de pena alternativa à prisão: a prestação de serviços à comunidade. Tal estudo se justifica pelo fato de já ter sido constatado o fracasso das prisões e pela necessidade de ir além desta constatação, contribuindo para a transformação do sistema penal brasileiro. Este trabalho busca refletir sobre o delito, a pena e seu cumprimento, na relação do indivíduo com a sociedade, tendo como ponto de articulação a constituição da subjetividade. Para a compreensão do ato delituoso, foi necessária uma análise complexa das relações entre os aspectos sociais e suas conseqüências na constituição subjetiva. Tratamos disso neste trabalho, demonstrando que a psicanálise pode contribuir para a compreensão dos problemas sociais. O caminho para alcançarmos esse objetivo foi o acompanhamento da experiência subjetiva que os prestadores de serviços à comunidade tiveram dos delitos que cometeram e a análise do modo pelo qual vivenciaram a pena alternativa a que estiveram submetidos. A partir da análise das entrevistas realizadas com os prestadores de serviços, pudemos concluir que a relação com o delito reflete as ambigüidades que o sujeito tem com a Lei simbólica e também os conflitos presentes na própria sociedade, de um modo mais amplo, a respeito da mesma questão. Portanto, o delito surge como um ato simbólico, numa sociedade caracterizada por estruturas reais. Percebemos que houve, na transgressão das leis do código penal, uma busca de inserção naquilo que a psicanálise conceitua como sendo a Lei simbólica, onde se encontram vigentes a questão paterna e a castração simbólica, como organizadores da constituição da subjetividade, da sexualidade e das relações sociais. Lei simbólica que se encontra fragilizada no mundo contemporâneo, pelo declínio da função paterna, convocando o sujeito que nela existe para posicionar-se na rede das relações simbólicas com a sociedade. A pena, entendida psicanaliticamente, é a marca do pai, uma interdição que emana do social e pode ser oriunda de um pai real ou simbólico, o que trará conseqüências diferentes. Este trabalho mostra que, se tivermos como referência o pai simbólico, a pena pode ser entendida como marca possibilitadora de o sujeito incluir-se na lei, como se fosse ofertada à pessoa uma chance para se posicionar, através da convocação do sujeito que nela existe